domingo, 31 de janeiro de 2010

Laços de amor

Esse e um tempo em que os laços de amor dão flores. Sei que parece uma metáfora, mas é assim mesmo que se chamam essas plantas. Mamãe tinha verdadeiro fascinio por elas. Como não ter? O entrelaçamento que suas folhas fazem, formam de fato laços de diferente tamanhos. Suas flores são extremamente delicadas. Talvez essa metáfora tenha lá o seu sentido. Já se vão oito meses da partida da mamãe e ainda, lá dentro, vão brotando nuances de saudade. Quando olho para elas, fico imaginando o que ela diria. Muito provavelmente não acataria o modo como venho tratando delas ainda que possa parecer o modo correto. Mas acho que não está. Mamãe sabia exatamente o que fazer com plantas. Mamãe sabia exatamente como criar e cuidar de laços de AMOR.
E lá se vão 8 meses...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Todo dia é dia de um olhar novo sobre as pessoas e seres da Vivenda. Para os viajantes, retomar o olhar sobre um lugar que há muito não se vê, é revelador. Phelipe tá morando em SP e após quase 1 ano, talvez mais, veio de férias e se depara com o seu lugar. Seu quintal, sua casa, suas lembranças da infância.
O que veio com ele ficou e foi levado.
Aqui, um pouco das suas impressões e poesias visuais.
Se ele me permite, me dei o direito de nomear as fotos da sua galeria

1. A aranha na orquídea
2. o cabo com flor
3. Jenifer, a menina lá do fundo

Depois da tempestade...


Acho que a chuva tem esse papel.

Lavar o dia para torná-lo mais limpo instantes depois. Após todo aquele aguaceiro, o sol brotou feito feito uma flor no vaso. Uma tarde magnífica nos presenteou com seus mistérios de cores e sombras.
Corremos para a terra e tentamos fazê-la mais bonita. Até quem tava de folga deu o ar da sua graça.As SOCORROS puseram as mãos nas palmas e
fizeram sua parte. Entre cafés, risos, folhas e frutos levamos nossa tarde como quem agradece a Deus o presente

A tempestade...



Ontem a chuva torou por aqui. Sei que a cidade sofreu com os alagamentos, pois foram 9 horas ininterruptas de água. Na Vivenda, isso é um espetáculo à parte. Dormir com esses pingos lá fora é um bálsamo, ao mesmo tempo, perdê-lo, um sacrilégio. Folhas, água, terra... E a vida vai escorrendo por canais da nossa alma.
A Bolota esse ano foi bem comedida em se tratando de barrigada. Foram nove no total. Normalmente nascem acima de 10. A última dela foi uma barrigada de 13 cachorrinhos. Ela, definitivamente encarna o termo cadela como nenhuma outra. Bem, tudo estaria certo se, além disso, uma agregada não aparecesse por aqui fazendo charme e seduzindo todos os habitantes da Vivenda. A principal vitima da cadelinha foi a Socorro. Peralta, assim como veio, se foi. Continuamos aqui, aguentando os urros ensurdecedores de nove cachorros e de uma cachorra pra lá de desnaturada.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Desde que a gente se entende, o quintal de casa sempre foi cheio de bicho. Bicho que a nossos pais criavam ou bichos que a nossa imaginação de criança, visualizava. Graças a isso, até hoje mantemos essa ligação com eles. Tanto com os reais quanto com os imaginados seres. Pai e mãe se foram, mas eles continuam por lá, enchendo o quintal de uma vida que acompanha gerações. Acho que a gente continua criando porque não gosta de esquecer ou simplesmente porque continua criança. Uma gente cheia de coisas na cabeça.
A mesa mesmo grande parece que nunca cabe todo mundo. Isso faz tempo, sempre foi assim. E esses domingos se repetem como um filme parado no tempo. Hoje meio sem direção, mas parece que todo mundo sabe exatamente o que fazer. Seu lugar, suas falas. E todo domingo é assim.

Tem dias que a gente se sente...

A gente vai vivendo assim. Rindo, dançando, amando, compartilhando.
Em um dia de domingo. Essa é a familia Paraense.