quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Da janela lateral. Do quarto de dormir.







De tão perto, quase se pode tocar. Mas ouve-se o barulho do vento e da chuva nas suas folhas. Essa é a paisagem que vejo da minha janela. Os olhos se enchem de um deslumbramento. Força e beleza em uma combinação artística de cores.
Daí só falta a assinatura do Criador no canto da pintura.


Flores

Zélia DuncanComposição: Fred Martins e Marcelo Diniz

Flores para quando tu chegares
Flores para quando tu chorares
Uma dinâmica botânica de cores
Para tu dispores, pela casa

Pelos cômodos, na cômoda do quarto
Uma banheira repleta de flores
Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores para mim
Flores pros meus braços
Ofertá-las para parabenizar-te
Flores quantas flores, forem necessárias
Pra perguntares pra que tantas flores


Uma banheira repleta de flores

Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores no jardim
Pétalas ao vento, para tu contares
Para além dos nomes, que possam dizê-las
Flores pra compores
Metaforazantes, de comê-las

Para quando tu chegares
Flores para quando tu chorares
Uma dinâmica botânica de cores
Para tu dispores, pela casa

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Os novos habitantes da Vivenda



Essa semana os novos habitantes da Vivenda chegaram por aqui. Na verdade, voltaram. Dessa vez para uma casa nova. Podre de chic e bonita.
Tonho (meu irmão) Katia, Matheus e Marina - Capuccino e Cenourinha (os dois últimos, cachorros)
Com amor no coração, escrevi isso pra eles e gostaria de compartilhar:

Sejam bem vindos
Talvez não saibam, mas esperei por esse momento mais do que vocês mesmos. Esperei pacientemente que chegassem. Via todo dia a movimentação e rezei algumas boas noites pra que viessem. Por quê? Por que não acredito em felicidade solitária e sem luta.
Minha crença primordial é que fui fadada à felicidade, mas nunca achei que isso devesse ficar só pra mim. Temos alguns fantasmas e pedras para lutar. Isso é fato, é quase lógico.
Que bom que faremos juntos a construção da alegria, dos momentos bons, da beleza.
Agora estão aqui. Não tão do lado, mas muito perto. Que saibamos que temos famílias constituídas isoladamente, mas somos também uma família em construção. Com sonhos e suas realizações por vir.
Que cada vitória seja compartilhada conjuntamente. Que possamos, quando necessário, dividir nossas dúvidas e incertezas. Compartilhar. Essa é a palavra. E minha palavra pra vocês é que tenham uma família abençoada, filhos com saúde e uma casa cheia de bênçãos e de Deus dentro dela.
Temos mais do nosso lado do que longe.
Que saibam aproveitar cada amanhecer, cada vento no rosto e chuva na costa.
Sejam bem vindos todos os dias. E todos os dias sejam felizes para todos nós.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ultrapassando os muros da vivenda

Todo mundo fala, reclama, critica, mas de fato nada de muito concreto acontece com o trânsito de Belém. Todo dia a mesma coisa. Fluxo lento sem causa plausível e em horários indeterminados. Mas o pior de tudo é que vamos acostumando, vamos levando como se fosse a coisa mais natural do mundo. Na verdade, aprendemos a nos acostumar com o erro. Com o injustificável. Com a culpa que um grupo político joga no outro enquanto nada é feito de verdade.
Belém tem disso.